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domingo, 11 de maio de 2014

Patriotismo verde e amarelo


Por Ana Luiza Bélico

Na época de Copa, a venda de produtos relacionados às grandes seleções aumenta no mercado, e pessoas que antes desprezavam a cominação entre as cores verde e amarelo, passam a vesti-las com “orgulho”. Será que esse repentino interesse por produtos produzidos para a Copa é real, ou será que é uma tendência do momento?

Se pararmos para prestar a atenção, durante o ano, a maioria das pessoas não procura por produtos verde e amarelo, nem muito menos usam essa combinação. As lojas não carregam em seus estoques variedades de produtos com o símbolo da bandeira ou com as suas cores características.

Mas quando chegamos perto de uma competição mundial, principalmente na Copa do Mundo, esporte amado pelos brasileiros, há visivelmente um maior interesse pelo símbolo da nação. Vestem-se bandeiras, são vendidos produtos de todas as espécies, grandes marcas fazem linhas especiais para seus consumidores nacionais e internacionais em visita ao país sede, formando uma massa verde e amarela.



Será este súbito interesse uma paixão pela nação e pelo futebol, ou somente uma moda sazonal? Francisco Moraes tem 30 anos e é Analista de Redes, não usa nada relacionado à Copa, nem mesmo na época em que o evento acontece, e acha as pessoas que resolvem entrar no clima da Copa pintando a cara e vestindo o verde e amarelo, bestas, na opinião dele. “Muitas dessas pessoas nem sabem o significado de pintar o rosto, o orgulho da pátria.”, completa Moraes.

Carlos Henrique Neris, Técnico de Informática, tem 30 anos e diz gostar de futebol, mas não do evento da Copa do Mundo, pois não acha adequado o país ser sede do evento sendo que possuí muitos problemas sociais a serem resolvidos. “Acham que o futebol vai melhorar a vida deles”, diz Neris. E quando questionado sobre o uso das cores da bandeira durante a Copa , responde “Pessoas que só usam verde e amarelo na Copa é tipo falso patriotismo, é forçado”, e ainda relaciona a Copa ao carnaval, “É como um abadá, usa no dia, ou compra por causa do evento.”

Já Robson, mais conhecido pelos amigos como Robson “Lula”, por causa do Lula Molusco, personagem da série Bob Esponja, sai com a sua camiseta azul da seleção mesmo fora da época da Copa e diz ter orgulho de vesti-la fora e durante o evento. “Sempre em época de Copa do Mundo eu faço questão de usar meu uniforme do Brasil.” E ainda vai mais longe dizendo que usaria o uniforme completo se tivesse. Robson “Lula” diz que quem é patriota e gosta de futebol deve vestir verde e amarelo em outras épocas do ano, mas que se a pessoa não é tão fã assim, que não vê problema nenhum delas se vestirem quando der vontade, até gosta de vê-las assim. E finaliza, “Se eu pudesse também me vestiria todo de verde e amarelo, ou de azul e branco, além de pintar a cara toda.”.



A Copa do Mundo será sediada no Brasil este ano, e assim o volume e variedade de produtos voltados para a Copa vão aumentar já que a procura dos torcedores será maior. As opções são inúmeras, vestimentas, maquiagens, buzinas, enfeites, chapéus, bandeiras entre outros. E podem ser encontrados tanto no comércio popular, nos ambulantes e nos grandes shoppings centers, havendo uma variedade nos preços dos produtos.


terça-feira, 6 de maio de 2014

Comerciantes apostam em capacitação para atrair clientes durante a Copa


Por Laísa Gabriela de Sousa

A Itaipava Arena Fonte Nova será o palco principal da Copa do Mundo em Salvador, sediando seis jogos. Os comerciantes do Dique do Tororó aproveitaram a oportunidade e estão se preparando para a Copa da maneira que podem. Ana Claudia, por exemplo, é Baiana de Acarajé e descobriu como se capacitar gratuitamente. “Procurei no Google por cursos de idioma grátis e achei o Livemocha. Decidi me capacitar, porque na Copa das Confederações recebi muitos estrangeiros no tabuleiro e não soube explicar o preço dos produtos. Fazia gestos com as mãos tentando explicar, mas nem sempre adiantava.”, afirmou Ana.


O caso de João Carlos não é diferente. O dono do Bar Brilhantina, acha que vendeu pouco na Copa das Confederações por falta de conhecimento. “Na Copa das Confederações eu me dei mal! Achei que não precisava ter conhecimento básico de inglês pra vender cerveja. Os gringos não entendiam o que eu falava e iam embora. E quando eu tentava entender o que eles diziam, nem sempre fazia os coquetéis certos. Por causa dessa situação, decidi fazer o curso básico de inglês, no SENAC Pituba e o de Bartender, no SENAC Casa do Comércio. Consegui esses cursos por meio do Pronatec. Estou confiante de que esse ano farei boas vendas.”

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) foi criado em outubro de 2011 pelo Governo Federal. Através do SENAC e de outras Instituições, o programa oferece mais de 20.000 vagas em todo o Estado da Bahia. Os estudantes contam com uma bolsa de R$ 148,00 mensais, para auxiliar no transporte e no lanche. Segundo Kátia Lucena, uma das Coordenadoras do SENAC Casa do Comércio, os cursos mais procurados são os de Bartender, Garçom, Cozinha Nordestina e Culinária Baiana. “Na maioria dos casos, quem nos procura para fazer esses cursos, são comerciantes em busca de capacitação. Da turma mais recente de Bartender, com um total de vinte e oito alunos, apenas seis não tem comercio próprio.”, disse Kátia.

“O Pronatec Copa é uma oportunidade pra quem gosta de aprender. Consegui fazer o curso de auxiliar de confeitaria em 2013 e foi uma excelente oportunidade pra mim! Já trabalhava com confeitaria, mas não tinha a visão que tenho hoje. Através dos conhecimentos que obtive no curso, abri meu próprio negócio. Infelizmente, não consegui me inscrever esse ano, pretendia fazer o curso de auxiliar de cozinha para desenvolver minhas habilidades. Acredito que como o Pronatec Copa é algo novo, com mais cursos e carga horária menor, a concorrência foi grande e as vagas acabaram rápido.”, afirmou Helena Paiva, dona da loja Confeitaria Simples.

O Pronatec Copa foi criado em 2013, seguindo o mesmo padrão do Pronatec, criado em 2011, porém, com cursos voltados para Turismo, Hospitalidade e Lazer. O programa vai capacitar quem já trabalha com turismo e também, quem pretende se profissionalizar no setor. São mais de 44 cursos ligados ao setor de turismo e hotelaria, além dos cursos de inglês, espanhol e libras.

Mais informações: http://pronateccopa.turismo.gov.br | http://www.ba.senac.br/pronatec

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Os movimentos anti Copa



Mesmo após a morte do cinegrafista da band , Santiago Andrade, causada por um rojão em um protesto no Rio, os adeptos do grupo black bloc, em São Paulo, prometem radicalizar durante as manifestações anti Copa do Mundo e afirmam tambem não descartar ataques contra delegações de times estrangeiros. ( Fonte: Do Estadão Conteúdo 16/02/2014)

 Desde a popularizaçao do aplicativo de celular Whatsapp que permite conversas gratuitas e simuntaneas entre os usuarios e a formação de “chamadas” em grupo a maioria das ações discutidas pelos black blocs, segundo Pedro ( nome ficticio) membro do movimento em entrevista ao Estado.  Pedro afirma que  o movimento esta organizado no que eles chamam de células - pequenos grupos de até 30 pessoas que participam dos protestos juntos. "A gente evita falar pelo Facebook. Essas estratégias combinamos pessoalmente ou pelo Whatsapp. Para te dar essa entrevista, eu tive de consultar os outros adeptos", contou.

Pedro  também revelou  que, embora os adeptos da tática não tenham reuniões periódicas nem uma liderança, eles estão se preparando juntos para os protestos contra a Copa, até mesmo com treinamentos físico. "Todo mundo deve se preparar porque a Polícia Militar vai vir em peso. A gente está se preparando com treinos de artes marciais como Krav Magá, Jiu-jítsu e Muay Thai", disse.


Esta realidade  de São Paulo não é única a pratica de manifestações vem se espalhando por todo o país desde os primeiros protestos que aconteceram durante a Copa das Confederações no ano passado. As manifestações foram violentas desde o princípio. Tanto a polícia  como os manifestantes foram violentos.  A violência da polícia foi altamente divulgada e criticada, mas ninguém nunca teve direito de criticar a manifestação, e esta era violenta.




Mesmo que não fosse a grande maioria provocavam  a polícia, jogavam pedras ou qualquer coisa que viesse pela frente, quebravam patrimônios públicos, mas ninguém podia discordar destas atitudes.  Vivemos num estado de crescente violência no Brasil, vinda de uma indignação desenfreada e sem direção.  No Brasil, parece que qualquer pessoa que esteja sendo manifestante é ser uma pessoa “do bem”. Então uma pessoa que nunca participou direta ou indiretamente da política, nunca participou de qualquer movimento social, um dia vai a uma manifestação aclama e berra contra qualquer coisa, sendo interpretado como representante do bem. A maioria destes manifestantes, citados anteriormente, abraçam qualquer verdade pronta que esta na internet, “ empunhando uma espada” por aquilo de maneira rasa. Esta em um protesto não dá a ninguém isenção. Ele pode estar ali se manifestando, mas também pode ser um baderneiro ou bandido. Ir a um protesto não é sinônimo de nada além de alguém que está se manifestando.

 A maioria do que se vê na internet e nas ruas é a opinião de vários e principalmente dos representantes das “células” do protesto, como Pedro acima entrevistado, que acredita que a violência é válida como forma de manifesto.


 Existem também alguns partidos políticos oportunistas que se aproveitam situação e  pagam pessoas para estar nos protestos, se utilizando da manifestação a favor dos interesses do partido “x e y”.

 Os black blocs defendem o fim do capitalismo, e a instauração do Anarquismo. Eles então quebram fachadas de bancos, como se isso fosse afetar os banqueiros e não a sociedade que precisa destes serviços.  Atacam também a imprensa, acusada de ser a única responsável pela alienação da atual sociedade.


 Este é um discurso um discurso quase ingênuo. É uma indignação generalizada que não tem fundamento em nenhum discurso. Falta consistência e atitude em desenvolver opiniões consolidadas, tudo fica sempre no meio do caminho.

 O mau do século XX, foi a desestimularão da leitura pela sociedade do consumo e das noticias rápidas e  tendências fúteis. A tendência é  quando alguém diz alguma coisa nas redes sociais principalmente, um milhão concorda e isso vira verdade absoluta, e se alguém discordar é "apedrejado" com palavras. Isso é muito fascista. O domínio de uma maioria que se impõe pelo número.

Depois que toda essa energia está canalizada, o que a gente faz com isto, se não quer atingir nada? Vemos isso varias vezes no Brasil , quando alguma coisa dá, então você queima ônibus, queima lixo, depreda, e isso é primitivo demais.



                                                                                                               Por: Amanda Nolasco

terça-feira, 22 de abril de 2014

Brasileiros lembram a história das Copas

Paulo Leandro e Victor de Freitas
Redação Unijorge
  
Maior campeã da história das Copas do Mundo, a Seleção Brasileira, além ser a única participante de todas as edições, também é a que mais chegou à finais, vencendo cinco e perdendo outras duas.


A história brasileira em mundiais se inicia em 1930, na primeira edição. O primeiro gol brasileiro em uma Copa foi marcado por Preguinho, na derrota por 2 a 1 para a Iugoslávia, sendo eliminado na primeira fase. Quatro anos depois, a história se repetiu, e a Seleção logo deixou a competição. Em 38, sob o comando do artilheiro Leônidas da Silva, o Brasil terminou em terceiro.

12 anos se passaram e a quarta edição, a primeira após a II Guerra Mundial foi disputada em solo brasileiro. O torneio foi o único a não ter uma “decisão” legítima, e sim um quadrangular final, porém para todos, a final foi realmente entre Brasil e Uruguai, com triunfo celeste, no trágico e marcante Maracanazo, derrota brasileira assistida por mais de 200 mil pessoas no Maracanã.

BICAMPEONATO

O primeiro título brasileiro em um mundial aconteceu em 1958, na edição disputada na Suécia, quando surgiu um garoto apelidado de Pelé. Franzino e com apenas 17 anos, o jovem talento marcou seis gols e ajudou a Seleção a levantar seu primeiro caneco. Quatro anos mais tardes, mais um título, desta vez no mundial do Chile. Quem carregou a Seleção ao título naquela ocasião foi Garrincha, que assumiu o papel de protagonista do time com a lesão de Pelé.

O tenente reformado do Exército, Luis Montezuma, 85 anos, lembra a felicidade daqueles bons tempos de Brasil bicampeão do mundo. "Sofremos muito com a derrota de 1950, o povo pensava que não podia nem ser um país direito porque diziam que como a gente era muito mestiço, pardo, misturado, a raça não prestava e sempre seríamos derrotados", lembra. "Com os títulos de 58 e 62, o Brasil passou a acreditar mais no Brasil", disse, lamentando as recentes mortes de jogadores que ele considera heróis nacionais, como os laterais Djalma Santos, Nilton Santos e o goleiro Gilmar, "que levantou a taça do mundo".

Em 66, o fracasso já era anunciado. A preparação do time foi afetada por diversas influências políticas, já que todos os times queriam ter jogadores convocados, o que transformou a convocação em uma grande disputa de poder. O time também contou com mais lesão de Pelé e foi eliminado pela Hungria, perdendo por 1 a 0, o que seria a única derrota de Garrincha com a camisa amarelinha. "Essa Copa teve a marca da bagunça e também do momento do país, que já estava sob efeito do golpe militar de 1964", ensina o professor de História aposentado, Alberto Paes, morador de Vilas do Atlântico, e um dos brasileiros presos, em 1968, durante o regime de exceção, junto com toda a turma de segundo semestre do curso de Filosofia da Universidade Federal da Bahia.

TRICAMPEONATO

Quatro anos se passaram e o Brasil vivia um período de renovação em sua Seleção. Novos jogadores como Gerson, Jairzinho, Edu, Carlos Alberto Torres, Rivelino Tostão, somados ao já veterano Pelé, carregaram o Brasil para uma das mais brilhantes conquistas sob o comando do técnico Zagalo. "Mas é  bom lembrar que quem armou aquela seleção foi João Saldanha, afastado por suas divergências com os militares", ressalva o comerciante Pedro Caldas, hoje aposentado, que em 1970, lembra ter fechado as portas de seu armarinho, 'Perene', na Ladeira da Soledade, para acompanhar os jogos do Brasil direto do México. "Foi a primeira vez que acompanhamos jogos da copa ao vivo direto, na mesma hora, pela tevê", lembra. "Antes, em 66, vimos os jogos no cinema, dois dias depois do Brasil ter jogado e perdido pra Portugal e pra Hungria".

A Copa de 70, no México, encerrava uma brilhante etapa da história do futebol brasileiro em mundiais, tendo sido a última disputada pelo já consagrado Pelé.

Após fracassos em 74 e 78, o Brasil voltaria a ser o grande favorito à conquista do título em 82, na Espanha, no time formado por Sócrates, Zico, Falcão, Júnior, Toninho Cerezo, Luizinho e Eder, o que para muitos, era a melhor seleção de todos os tempos. Porém ficou pelo caminho, ao perder para a Itália de Paolo Rossi, que marcou os três gols da Azzurra na vitória por 3 a 2 nas quartas de finais.

Em 86 e 90, mais duas eliminações precoces, nas quartas de finais para a França comandada pela lenda Platini, e na fase de oitavas, ao perder para a Argentina com gol de Caniggia. "Nem gosto de lembrar porque faltou luz no Largo Dois de Julho, onde vi este jogo na casa de uma amiga argentina e só fiquei sabendo do resultado depois do encerramento e mesmo assim pelo rádio", disse o publicitário Raul Molina. "Ainda bem que nossa rival era bem interessante e, de alguma forma, dei um jeito de não sair perdendo totalmente, se pensar bem, até saí no lucro porque ela ficou mesmo muito feliz e passou essa boa onda pra mim rs rs".

24 ANOS DEPOIS, É TETRA!

Já em 1994, na Copa disputada nos Estados Unidos, o que alavancou o profissionalismo do “soccer” na terra americana, o Brasil entrou, desta vez, sem nenhum favoritismo, mas surpreendeu e conquistou o tetracampeonato, após 24 anos da conquista do tri. O time teve como craques a dupla de ataque formada por Romário e Bebeto. Na final, bateu a Itália nas disputa por pênaltis.

Entre as edições de jornal de Salvador, o destaque do dia 18 de julho de 1994 foi para o jornal Bahia Hoje, que circulou entre 1993 e 1995. Primeira redação informatizada de Salvador, Bahia Hoje entrou para a história também como o jornal que enfrentou a mais longa greve, com mais de dois meses de paralisação, e também, provavelmente, o recordista mundial em demissões de jornalistas de uma só vez, com  57 profissionais afastados no dia 13 de fevereiro de 1995. "Não  lembro  mais qual foi a manchete, só lembro que a equipe de esportes assistiu e curtiu tudo no auditório, no telão, e depois todo mundo subiu para fechar o jornal. Só o editor manteve-se isolado, esperando a galera voltar para fechar", disse o jornalista Alexandre Rodrigues, que integrava as equipes de Esporte e Turismo do jornal.

Em 98, o time contava com novos craques como Ronaldo, Rivaldo, Djalminha, César Sampaio, Cafu e Roberto Carlos, porém não pôde ter o reforço de Romário, cortado nas vésperas da competição por lesão. Mais uma vez a Seleção chegou à final, mas foi derrotada pela França, que começava a se tornar um carrasco brasileiro em mundiais. A decisão foi marcada por grande atuação de Zidane e uma vitória francesa por 3 a 0. "Também ficou mal esclarecido um mal-estar que Ronaldo Fenômeno teria sentido na concentração. Edmundo sabe a verdade, mas outro dia, quando ele ia abrindo a boca, alguém pediu para ele se calar", lembra o rubro-negro Renato Tavares, desconfiado da falta de apetite da imprensa esportiva em apurar o caso, até hoje muito mal explicado.

PENTACAMPEONATO

No novo milênio, a Copa do Mundo viajou ao continente asiático pela primeira vez. O mundial disputado na Coréia do Sul e Japão foi marcado pela superação de Ronaldo, que chegou à competição desacreditado após grave lesão no joelho. O atacante marcou sete gols, o Brasil venceu as sete partidas, inclusive a final, por 2 a 0 sobre a Alemanha, e levou o quinto título de sua história.

Em 2006 e 2010, a Seleção ficou pelo caminho na mesma fase: nas quartas de finais. No mundial disputado na Alemanha, novamente ficou pelo caminho para a França de Zidane, e na África, foi derrotada pela Holanda, a exemplo de 74.

Expectativas para a Copa de 2014

Para a Copa que será disputada no Brasil, a Seleção chega com favoritismo ao vencer a última edição da Copa das Confederações, disputada em 2013, e contando com grande triunfo brasileiro na decisão sobre a Espanha por 3 a 0. O time comandado por Felipão, o técnico do penta, tem como maior craque Neymar, que terá ao seu lado, jogadores como Hulk, Oscar, Fred, Thiago Silva e David Luiz para conquistar o hexacampeonato, e com gosto especial, em solo brasileiro.

O antropólogo Jeferson Bacelar, cujo interesse pelo tema tem se ampliado a ponto de organizar um curso de socioantropologia do futebol, não tem certeza se os brasileiros compartilham deste entusiasmo. "Já se ouve falar na figura do antitorcedor, embora a mídia e a Fifa não curtam muito a ideia", disse, ao abrir o Seminário Paíxão Futebol Clube, realizado entre os dias 11 e 14 de abril de 2014, no Instituto Histórico e Geográfico da Bahia (IHGB).

FINAL