quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Descolamento de placa em prédio de hospital assusta moradora

Por: Daniela Mazzei
Em denúncia ao Cidadão Repórter do Portal A TARDE, a artista plástica Ediane do Monte, 60 anos, moradora do prédio 'El Dorado', que fica atrás da maternidade do Hospital Português, na Av. Princesa Isabel, na Barra, alerta sobre o perigo causado pelo descolamento de placas da estrutura do prédio do hospital.
De acordo com Ediane, as placas se soltaram na última quinta-feira, 4, e uma delas caiu na garagem do prédio onde mora, oferecendo risco para as pessoas que circulam no local. "Ninguém ficou ferido, mas se nenhuma atitude for tomada logo, alguém pode ser atingido pela placa e se machucar gravemente, podendo até mesmo morrer", disse a artista plástica.
A assessoria do Hospital Português informou que o fato pode ter sido gerado pelos fortes ventos na capital baiana nos últimos dias e que, após inspeção da estrutura danificada, uma empresa foi contratada para fazer a substituição das placas que caíram já a partir desta quarta-feira, 10. No entanto, o hospital não deixou claro se irá fazer a manutenção das demais placas que compõem a estrutura do prédio.
Ainda de acordo com o hospital, as placas atingiram somente o estacionamento da unidade de saúde. Ao ser questionada sobre a placa que caiu no prédio de Ediane, a assessora demonstrou irritação e negou o conhecimento do fato.
Na denúncia, Ediane complementa que uma placa já teria se soltado em 2013 e nada foi feito. "Já procurei o hospital várias vezes, eles dizem que vão fazer a reforma e não fazem", afirma a artista plástica. "Acaba que os próprios pacientes do hospital correm risco e também os moradores de prédios que ficam no entorno".

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Uma bicicleta e a admiração de um apresentador

Apresentador da BAND faz crítica pesada à candidato a Presidente da República, que usa críticas para impulsionar sua campanha.

Por Brendon Hilário


No último domingo (7), o apresentador e humorista da Rede Bandeirantes, Marcelo Tas, se exaltou em seu microblog Twitter e trocou farpas com o candidato a Presidente da República pelo Partido Verde, Eduardo Jorge, após a exibição do seu programa de campanha eleitoral, onde ele afirmava que os Brasileiros precisam usar com menos frequência seus carros e necessitam usar um pouco mais os meios de transporte públicos, como o Metrô ou o ônibus, ou então um meio alternativo como as bicicletas; atitude que ele afirma já praticar sempre que possível.



Tas disse em sua página que ao contrário do candidato, nem todos os brasileiros tinham “vida mansa” (sic), e continuou falando que tinha fotos do candidato usando carro, e que essa atitude dele era um ato populista e mentiroso. O candidato após ler as mensagens se pronunciou mencionando o apresentador e esclarecendo pra ele, que era médico sanitarista, e que assim como a maioria dos brasileiros, ele se locomovia da forma que podia, seja de transporte público, alternativo ou carro próprio. 




O Apresentador então tornou a dizer que o candidato era mentiroso, e que precisava deixar de ser populista, pois ele próprio admirava o candidato e suas ideias, mas que ele “não precisava mentir”(sic) para tal. O candidato não se pronunciou mais, e passou ainda a exibir em seu programa e nas suas redes várias imagens e vídeos sobre o tema, principalmente falando sobre o uso da bicicleta como meio alternativo ao carro.  

Metrô facilita acesso de torcedores à Arena Fonte Nova

*Por Ulisses Gama


Assistir aos jogos do Bahia ficou mais fácil: a nova opção é o metrô, que foi um sucesso entre os torcedores na Copa do Mundo. Para facilitar o acesso, a diretoria acertou parcerias com o shopping Bela Vista e a concessionária do metrô: o torcedor vai entrar de graça na arena. E sem precisar apresentar ingresso!

Uso do metrô é uma novidade que promete virar sucesso. Foto: Ulisses Gama.


Para os jogos, o metrô opera duas horas antes do início da partida até uma hora depois. Foi assim no confronto entre Bahia e Internacional, válido pela Copa Sulamericana. De acordo com o Gerente de Comunicação do Bahia Nelson Barros Neto, a resposta dos torcedores é boa: "Recebemos muitos elogios, julgo a avaliação do metrô como positiva", disse.

Prova dessa satisfação são os torcedores Pedro Ivo Sena e Brendon Hilário, que utilizaram e aprovaram o serviço. "Utilizei uma vez, é muito bom pra quem vai de carro pois o estacionamento nos entornos da Fonte Nova é muito díficil. Me senti bem atendido e seguro, principalmente. Tem seguranças e orientadores, dando conforto para o usuário", exaltou Brendon. Pedro Ivo, além de elogiar o serviço, destacou a vantagem da utilização dos serviços do shopping: "O Bela Vista oferece uma estrutura interessante de suporte ao torcedor, a área de alimentação para os que querem beber e comer é ótima".

A assessoria do shopping Bela Vista reforça essa utilização do espaço: "Os torcedores vão poder chegar antes do jogo e aproveitar a estrutura e as áreas de lazer e de alimentação do shopping antes de seguir para assistir a partida".  

A próxima partida em que a torcida tricolor poderá utilizar o serviço será entre Bahia e Sport Recife, dia 24/09, às 21:00h.






Racismo continua a marcar gols no futebol brasileiro

 
 
Por: Larissa Ramos


A história do esporte no Brasil deu seu primeiro passo com a sanção da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel no dia 13 de maio de 1888. Não era um contrato milionário como é feito atualmente por grandes atletas, mas sim a abolição da escravatura. O papel assinado permitiu o surgimento de grandes esportistas negros para o País, como Leônidas da Silva (tetracampeão fluminense do Botafogo), João do Pulo (ex-atleta saltador), Robson Caetano (ex-atleta),  Claudinei Quirino (ex
velocista), Daiane dos Santos (ex-ginasta), e Pelé (maior futebolista brasileiro). Se o período de trabalho escravo foi deixado para trás, as atitudes preconceituosas da época ainda são cometidas na sociedade atual, e refletem nas atrocidades cada vez mais recorrentes nas praças esportivas.     
                      
No dia 15 de abril de 2005, um episódio de racismo ficou marcado no futebol brasileiro. O zagueiro Leandro Desábato, do Quilmes, foi detido ainda em campo, após ser acusado por injúria qualificada (ofensa à dignidade de alguém com elementos de raça, cor e religião) contra o atacante Grafite que atuava pelo São Paulo, em partida pela Copa das Libertadores. Na época, o jogador argentino foi liberado dois dias depois após pagar fiança de R$:10 mil.                                                                                                                    
A história do futebol brasileiro contém, ao longo de um século, registros de episódios marcados pelo racismo, e a coisa fica feia quando os atos racistas ganham cada vez mais espaço em eventos esportivos pelo mundo. A Uefa anunciou, no dia 05 de agosto, punição a quatro clubes que estão disputando a Champions League e Liga Europa, todos por conta de atos racistas protagonizados por parte de suas torcidas em jogos.
                                                   
Steaua Bucareste, da Romênia, Debreceni, da Hungria, Maribor, da Eslovênia, todos na Champions, e Chikhura Sachkhere, da Geórgia, este na Liga Europa, terão de fechar setores de seus estádios nas próximas partidas destas competições nas quais forem mandantes. As ações racistas deram-se por meio de cânticos e/ou faixas com frases ofensivas em jogos das fases anteriores.    
                                                                      
O episódio envolvendo o baiano Daniel Alves, lateral do Barcelona, ganhou repercussão internacional, ao comer uma banana arremessada por um torcedor no gramado numa partida do Campeonato Espanhol. A atitude ganhou força nas redes sociais com a campanha #SomosTodosMacacos. O Villarreal, que foi multado em R$37 mil, identificou o infrator e o obrigou a devolver seu carnê de sócio, além de ser proibido de assistir um jogo no estádio El Madrigal.

O racismo no esporte mais popular do Brasil era considerado uma questão abominável, mas exclusivamente "estrangeira". Agora, virou assunto nas mesas de bar, nos escritórios e também nas arquibancadas. O país sempre lidou com o problema do ponto de vista de "vítima", pelo casos de ofensas racistas em campos europeus ou sul-americanos. De repente, o fantasma apareceu "dentro da própria casa".
Os estádios estão sendo palco de manifestações que ultrapassam o nível de aceitação popular. Além dos constantes problemas de violência, os públicos reduzidos e a ameaça de greve por partes dos jogadores, agora o futebol brasileiro ganha um "fantasma" com o qual não esperava ter de lidar.

O árbitro de futebol Márcio Chagas, os volantes Tinga, do Cruzeiro, e Arouca, do Santos, foram vítimas do racismo que ocorreram em território nacional, e que expuseram só agora algo que é mais frequente do que se imagina. Jogadores. técnicos ou árbitros negros ouvem constantemente ofensas racistas dentro de campo.

Um exemplo recente de racismo em campo brasileiro ocorreu na partida pela Copa do Brasil, entre Grêmio e Santos. O goleiro Aranha, do Santos, foi ofendido por parte da torcida do Grêmio com injúrias raciais, uma torcedora gremista foi flagrada pelas câmeras de transmissão de TV chamando o goleiro de "macaco", após o ato de racismo ser espalhado na internet, Patrícia Moreira foi afastada do trabalho em Porto Alegre. E com punição, o Grêmio foi excluído da Copa do Brasil após o julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

“É lamentável que ainda no século XXI ainda temos que conviver com atitudes desprezíveis como o racismo. Sem sombra de dúvidas é algo que deveria ser banido, não só do futebol, como de toda a sociedade, mas infelizmente é algo que insiste em acontecer por causa de pessoas totalmente sem noção”, conta Elder Santana, atacante da categoria de base do Atlético Mineiro, que sofreu preconceito racial quando ainda jogava pelo Morrinhos Futebol Clube, de Goiás, pela torcida do time adversário em uma partida. “Nunca vou esquecer daquele momento terrível, não desejo a ninguém, é um sentimento de inferioridade que impõem a você, mas graças a Deus já superei e tento não pensar no que eu passei”, salienta.

Um projeto de lei criado pelo Deputado Federal Alceu Moreira tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, e pode se tornar o primeiro grande passo para acabar, ou pelo menos diminuir, o número de casos envolvendo racismo no Brasil. A proposta prevê punição de cinco anos e proibição de frequentar eventos esportivos para autores de racismo, se ele for ligado a um clube, a pena terá acréscimo de 30%. Se for um estrangeiro, ocorrerá a deportação do indivíduo. Caso o crime seja cometido por servidores públicos, dirigentes ou funcionários da entidade esportiva ou membro de torcida organizada, a pena ainda pode aumentar em um ano e oito meses.

O projeto de Moreira está sob análise da Comissão de Direitos Humanos da Casa e, para se tornar lei federal, precisa ser aprovada também pelos plenários da Câmara e do Senado e, enfim, ser sancionada pela Presidência da República. O texto deve ser analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça. A expectativa é que seja votado ainda este ano.

 

Fontes: 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Concessionária pode pagar multa de R$6 milhões por divulgar preço errado

Por: Daniela Mazzei


A rede de lojas da concessionária Indiana Veículos na Bahia pode pagar uma multa de até R$ 6 milhões devido a um erro na divulgação do valor de um carro divulgado pela metade do preço no jornal Correio nesta quinta-feira, 4. O Ecosport 2015, versão SE 1.6, avaliado em R$ 62.990, foi anunciado por R$ 31.990 à vista ou com entrada de 15.995 mais 24 prestações de R$ 697,86 sem juros.

Consumidores foram comprar o veículo da promoção 'Setembro Imperdível Indiana', quando receberam a informação de que só havia cinco unidades para a promoção e todas tinham sido vendidas.  "Estou aqui na loja desde cedo e me disseram que só eram cinco unidades e que já tinham acabado", disse o universitário Caio Vinícius. "Se isso não se resolver, vou tomar as providências jurídicas".
"Eu vim por causa do anúncio e, quando cheguei aqui, não tinha mais vendedor para me atender, além de terem desligado os aparelhos de ar-condicionado, mostrando uma verdadeira falta de respeito", afirmou o microempresário Lucas da Rocha, 29 anos.

A empresa informou por meio de nota que houve um erro na indicação do preço dos cinco únicos veículos EcoSport durante a produção do anúncio publicitário, aprovado pela Indiana.

Ao receber denúncias dos consumidores, uma equipe da Superintendência de Proteção do Consumidor (Procon-BA) foi enviada ao local para verificar o problema. De acordo com o superintendente do órgão, Ricardo Maurício Freire Soares, mesmo que tenha a ressalva nos cartazes publicitários de que só estavam disponíveis cinco veiculos, os consumidores têm seus direitos garantidos pelo fato de a mensagem ter sido redigida em uma linguagem que não é transparente. "Nós estamos verificando indícios de publicidade enganosa, já que o fornecedor é obrigado a vender o produto pelo preço que está constando na mensagem publicitária, ainda que faça ressalvas em letras miúdas no rodapé dos cartazes de publicidade", afirmou o superintendente.

Ainda segundo o superintendente, a Indiana será notificada para enviar as cinco últimas notas fiscais dos modelos vendidos pela promoção, bem como os dados dos compradores. Caso as informações sejam inconsistentes, o Procon vai entrar com um processo coletivo que pode resultar na aplicação de uma multa entre R$ 400 e R$ 6 milhões, a depender da gravidade da infração, do poder econômico da empresa e do número de envolvidos.