quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O perigo virtual
Por: Leonardo Moreira

Privilegio dos dias de hoje, a internet vem crescendo constantemente. Esta torna a vida mais pratica e possibilita uma maior aproximação das pessoas retirando a idéia de um mundo gigante. Este meio de comunicação se tornou uma ótima ferramenta para quem procura entretenimento, porém o que preocupa é até onde vai essa busca.
A internet é basicamente usada por jovens e estes são os que frequentemente participam de crimes virtuais, onde na sua maioria são fotos intimas sendo publicadas e compartilhadas nas redes sociais, como recentemente um vídeo de um rapaz fazendo sexo se tornou publicou ao ponto de uma banda gravar uma musica se referindo ao vídeo gravado. Will que ficou conhecido pelo whatsapp diz que ele próprio quem saiu espalhando o vídeo entre amigos e que ao se dar conta estava reconhecido como o “machucador” por conta de uma musica que foi gravada por Robsão cantor de pagode. Embora não se importa com o que aconteceu em outros casos é bem diferente, principalmente quando é mulheres as vitimas.  
As crianças e os adolescentes que ainda não tem a conduta da maturidade necessária para fazer tal uso, deveriam ter uma adequada observação dos pais sobre o que realmente fazem.
A psicopedagoga Geane de Jesus orienta que nesses casos para melhorar no monitoramento das crianças e adolescentes sem se tornar muito invasivo é o uso do computador em um ambiente de movimento na casa, pois além de não se isolar, o filho esta em constante contato com a família, o que dificulta qualquer exposição a algum risco. E acrescenta ainda que mesmo que um pai confie no seu filho, ele deve prestar atenção sempre no que vem acontecendo, pois com os avanços da tecnologia principalmente no celular tudo pode acontecer num piscar de olhos.
O mundo virtual chegou e é necessário ter muito cuidado com tudo de novo que vem acontecendo, pois na suas maiorias das vezes o que é bom e de fácil acesso pode destruir a vida das pessoas sem se dar conta. 


Namoro no local de trabalho deve ou não acontecer?

                                                                                       Por: Leonardo Moreira

É bem possível que nos dias de hoje as pessoas encontrem sua cara metade no local de trabalho, mas se isso acontecer como proceder? Evitar ou tentar mesmo sabendo que muitas das empresas não admitem relacionamento entre colegas de trabalho?
Namoro em local de trabalho não pode e nem deve ser proibido pelas empresas, de acordo com o advogado Clessio Peixoto formado em direito que advoga em causas trabalhistas na cidade de Jitaúna, interior da Bahia. O advogado explica que há uma grande diferença entre manter um relacionamento fora do local de trabalho e ter um relacionamento dentro do local de trabalho, o que é extremamente proibido explica ele, que demonstrações de carinhos explícitos, relações sexuais dentro da empresa ou qualquer outro tipo que demonstre uso do horário de expediente para se relacionar, não pode acontecer e gerar por fim justa causa em qualquer empresa, mesmo naquelas que aceitam abertamente um relacionamento entre funcionários.
Os relacionamentos não podem se impedido formalmente em contrato ou algo do tipo, embora muitas empresas fazem uma conversa informal entre chefes e subordinados. Proibir relacionamento pode ser caracterizado como discriminatório, além de ser inconstitucional. Afirma o advogado. E mais o funcionário que for desligado por manter relacionamento com colega de trabalho pode e deve entrar na justiça contra dano moral e pedir indenização. Foi o caso que aconteceu há três anos com a recepcionista Cassia Oliveira que acabou se envolvendo com um colega de trabalho, e logo depois que assumiram o namoro foram desligados da empresa, Cassia diz que procurou saber o motivo do desligamento e que foi informada que desde que entrou na empresa sabia que não poderia manter relacionamento com ninguém dentro da empresa, e por conta disso não faria mais parte da empresa. A mesma diz que assim que assim que teve esta resposta como justificativa eles procuraram um advogado trabalhista e entrou com um processo contra empresa, onde saiu vitoriosa e ganharam uma boa indenização por discriminação.
- É horrível você ser demitida porque simplesmente se apaixonou por uma pessoa no local de trabalho, não posso me apaixonar é isso? Tenho que evitar encontrar o amor de minha vida no lugar onde passo mais tempo no dia? Foi um absurdo e um constrangimento muito grande. Diz Cassia.
Embora este fato acontecesse há três anos, hoje em dia ainda são possíveis se encontrar esse tipo de preconceito em algumas empresas, principalmente nas de pequeno porte ao contrario de muitas empresas de grande porte que aceitam sem nenhuma restrição onde a única diferença muitas vezes é transferir para outra unidade.

É inevitável se apaixonar por alguém principalmente quando esse alguém trabalha junto a você, mas se isso acontecer procure conversar abertamente com seu chefe e deixar bem claro que nada irá interferir no seu horário de trabalho e que o respeito com a empresa estará em primeiro lugar, será mais saudável e correto.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Editora do caderno Bazar do Correio apresenta minicurso sobre jornalismo de moda

*Por Lorena Mota


Realizado pelo Centro Universitário Jorge Amado, a nona edição do Interculte (Encontro Interdisciplinar de Cultura, Tecnologia e Educação) contou com diversas palestras, mesas-redondas e minicursos, entre eles, um com a editora do caderno Bazar do jornal Correio, Gabriela Cruz, no dia 29 de outubro.  

Intitulado de “Jornalismo de Moda no Brasil: Evolução, Veículos, Coberturas de Eventos e Mercado de Trabalho”, o minicurso abordou diversos temas, como moda, beleza, turismo, gastronomia, assessoria de comunicação e cobertura de grandes eventos.

Durante as explanações, a editora mostrou algumas informações sobre estrutura, número de funcionários e investimentos de marcas na São Paulo Fashion Week (SPFW). Além disso, citou o nome de jornalistas baianas que se destacam no mundo da moda, como Camila Gaio, Ágata Fidelis e Lays Tavares. Gabriela também indicou o livro Moda Intuitiva de Cris Guerra, que tem o objetivo de ajudar as pessoas a encontrarem seu próprio estilo.

A editora contou como surgiu o interesse pelo jornalismo moda. "Minha primeira oportunidade de atuar no Bazar, há 10 anos, foi para cobrir a Semana Iguatemi de Moda. Gostei da experiência e, quando surgiu a vaga, fui contratada", disse.

Sobre Gabriela Cruz

Gabriela é formada pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/Ufba), já cursou Metodologia do Ensino Superior e, atualmente, cursa Moda, Artes e Contemporaneidade na Olga Mettig. Gabriela trabalha como editora do caderno Bazar do jornal Correio. O caderno de variedades aborda assuntos como moda, gastronomia, beleza, decoração, turismo e pets, e possui também uma página na internet. Além disso, a editora escreve para a coluna Mix, também no próprio site do jornal.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Gente.net: A revolução dos relacionamentos

Por Lucas Correia

Paulo Leandro, professor doutor que ensina na Unijorge, apresentou a palestra “Gente.net” durante o Interculte, com o tema dos novos relacionamentos proporcionados pela era digital.

Usando recursos da literatura, assuntos acadêmicos relacionados ao pós-modernismo, e experiências de outras pessoas e próprias, Paulo Roberto Leandro conduziu a palestra, de forma bem lúdica, de forma a parecer uma conversa entre amigos.

Segundo o professor, a internet proporciona novas maneiras de interação humana, algumas até “que nunca existiram e nem imaginamos como serão”. Ele acredita que as novas tecnologias acabaram gerando uma revolução cultural, e já se tornou difícil criar uma identidade única para as pessoas.

Para Paulo, o que existe hoje é uma grande multiculturalidade, e a comunicação não é apenas feita e mediada por empresas ou profissionais especializados, mas sim por qualquer pessoa que tenha acesso à internet.

Por fim, várias experiências foram relatadas, de pessoas que encontraram familiares perdidos e até novos amores, incluindo a história do nascimento de um dos filhos do palestrante.

Perguntas do ping pong:
Você acredita que o pensamento moderno tem lugar neste novo mundo da era digital?
Você teve dificuldades em se adaptar à internet e as novas tecnologias?
Qual seria o papel do jornalista após a revolução cultural?
Até que ponto a era digital consegue diminuir as fronteiras físicas e simbólicas?
Quem seria o ser humano pós-moderno?
Como as novas tecnologias afetam as tradições mais antigas?

Qual a sua opinião sobre o prolongamento da adolescência na fase adulta?

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

" O cinema concorre com o smartphone", afirma Cláudio Marques

Por: Giulia Marquezini


O Interculte – Encontro Interdisciplinar de Cultura, Tecnologias e Educação, foi promovido pelo Centro Universitário Jorge Amado, e deu a oportunidade ao público de discutir crítica cinematográfica com o cineasta e diretor do Espaço Itaú de Cinema Cláudio Marques.  No dia 28 de outubro, Cláudio discutiu o tema com estudantes da faculdade, e com o público ouvinte, relembrando a história do cinema brasileiro, principalmente, o baiano.

De forma atenciosa e calma, Marques procurou responder a todas as perguntas do público. O diretor lembrou que, quando os Centros Históricos das grandes cidades foram ficando esvaziados, o cinema de rua perdeu força e os cinemas de shoppings se multiplicaram. 

Na década de 90, o cinema se reinventa. A TV, o vídeo-cassete, a internet e a tv a Cabo chegaram para tirar público dos grandes templos de rua, como eram os cinemas. “A solução encontrada pelo mercado foi compartimentar as grandes salas. Porém, muitas se extinguiram. Hoje, o cinema concorre com tudo, inclusive com o smartphone”, afirma.  

Sobre o cinema brasileiro, Marques disse que continua muito fechado. “O cinema, em si, é uma forma de expressão que nos faz transpor uma janela. O cinema baiano precisa participar dos festivais nacionais e estrangeiros e se abrir mais, procurar sair deste isolamento”. 

Já em relação à crítica cinematográfica, ele discutiu o pouco espaço nos jornais e que os blogs tem preenchido um pouco esta lacuna. Marques deu dicas aos estudantes que querem ser diretores e roteiristas de cinema. “É preciso ter disposição para o filme. Sempre estamos aprendendo, mesmo que seja pra descartar depois. O cineasta e o artista que cria devem estar na rua, porque é preciso ter alguma coisa pra dizer”, disse.

O cineasta, nascido na cidade paulista de Campinas, mora em Salvador desde 1982, foi editor e crítico do jornal Coisa de Cinema de 1995 a 2003, responsável pela programação da Sala Walter da Silveira de 2007 a 2009 e, desde 2009, está à frente do Espaço Itaú Glauber Rocha, um dos principais cinemas de rua de Salvador.  Em 2013, o cineasta lançou, em parceria com a também diretora Marília Hughes, o longa Depois da Chuva.

O filme, que é o primeiro longa-metragem do casal, se situa em um momento específico do passado brasileiro, com a abertura democrática do Brasil na década de 80. Ganhador de três prêmios no 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2013, o filme continua premiado. Conquistou, recentemente, o prêmio de melhor filme estrangeiro no Harlem International Film Festival, realizado em Nova York neste ano.






Perguntas

Como você começou sua carreira no cinema?
Quais as dificuldades em realizar seu primeiro longa aqui na Bahia?
Como você acha que se encaixa no cinema baiano e nacional? É um divisor de águas?
Como você avalia as políticas culturais para o mercado cinematográfico baiano nos últimos tempos?
Você acredita numa democratização do cinema? Como o espaço Itaú Glauber Rocha colabora com isso?
Qual a importância de ter salas de cinema fora dos grandes Shoppings Centers?
Qual a importância dos festivais como o Panorama Internacional Coisa de Cinema para o cinema baiano?