segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

As portas se abriram para Salvador

  Durante o show de Elton John, ocorrido no dia 22, na Arena Fonte Nova. Os soteropolitanos chamaram a atenção e acabaram mostrando que a cidade pode entrar definitivamente no circuito dos grandes shows internacionais.
  O cantor se apresentou pela sua turne intitulada “Follow The Yellow Brick Road”. E conseguiu reunir mais de 40 mil pessoas, sendo 36 mil pagantes, que segundo a assessoria de imprensa do evento, foi o melhor público pagante da turne no Brasil. Chegando a superar o público da gravação do DVD de Ivete Sangalo que é um ícone da Bahia e do Brasil, e que tem um dos ritmos mais tocados por aqui.
  Com mais de duas horas de apresentação e uma superprodução, ele deu aos presentes tudo o que se espera de um show internacional. Incluiu no seu repertório muito dos seus maiores sucessos como: “Philadelpia Freedom”, “Rocket Man” e “Skyline Pigeon”, entre outros.
  Durante a apresentação da música “Skyline Pigeon”, o público acendeu milhares de celulares, emocionando o artista, que agradeceu com um “Obrigado”. Os fãs também fizeram uma surpresa, distribuindo balões amarelos que foram soltos durante o show. Os baianos mostraram o motivo por serem conhecidos pela sua receptibilidade.
  Depois de “Saturday Night’s Alright for Fighting”, Elton John saiu do palco, mas o público pediu bis e minutos depois ele voltou para cantar “Your Song”, canção preferida da amiga Lady Diana (Princesa de Gales, foi a primeira esposa de Charles, filho mais velho e herdeiro da rainha Elizabeth II do Reino Unido).
  O show para os presentes foi maravilhoso, mas muitos se queixaram do enorme engarrafamento que se formou nas imediações da Arena Fonte Nova. “Fiquei no engarrafamento por mais de uma hora”, disse Fernanda Oliveira. E alguns também se queixaram das filas para comprar comida e bebida, “As filas estavam enormes e o atendimento não foi dos melhores”, disse João Carlos.

  Esperamos que esses transtornos sejam reparados, já que Salvador é sede da Copa do Mundo, evento também internacional. E pelo que tudo indica irá receber mais shows desse porte.

                                                                           Por: Carla Rebeca Alfano Turma:1.1

Dicas para diminuir o endividamento do baiano

                            Por Rubian Melo.
Cresce o endividamento do baiano causado pelo alto nível de consumo.  E isso se dá pelo baixo grau de conhecimento financeiro, pelas dificuldades de formação de patrimônio ou reservas financeiras dos indivíduos, pela publicidade agressiva que incentiva o consumo, e também pela alta disponibilização de crédito.
Dentre os endividamentos mais comuns o principal fica com o cartão de crédito conhecido também como dinheiro de plástico. Devido ao aumento de limites de crédito e o imediatismo na tomada de decisão das pessoas, que realizam suas compras sem planejamento prévio, porque a parcela cabe no orçamento, chegando as vezes a pagar o dobro do preço do bem ou serviço adquirido e permanecendo conectado por mais tempo com as empresas varejistas. Afinal as lojas oferecem tantas formas de pagamento que muitas pessoas acabam perdendo o controle do quanto podem gastar. E é justamente essa disponibilização de crédito associada ao longo tempo para pagar por parte das lojas que movimenta os mercados. Deixando as famílias com um comprometimento alto da renda com o pagamento dessas parcelas.
Por isso ter conhecimento ou ao menos noções básicas de educação financeira favorece o equilíbrio do orçamento familiar. Além de auxiliar na tomada de decisões conscientes, não somente sobre o que consome, mas, sobre o uso do crédito ofertado e o planejamento do orçamento mensal. Para ajudar a evitar mais endividamentos segue cinco questionamentos que devem ser feitos para saber se realmente vale a pena a compra: 1º Eu realmente preciso desse produto? 2º Estou comprando por necessidade real, ou estou movido (a) por outro sentimento, como carência ou baixa auto-estima? 3º De quanto eu disponho efetivamente para gastar? 4º Tenho o dinheiro para comprar à vista? 5º Precisarei comprar a prazo e pagar juros?

Apesar de repetitivo, as dicas como pensar antes de comprar, verificar se realmente não pode esperar poupar para comprar à vista, cortar gastos supérfluos ajudam a manter uma vida financeira saudável. E para quem já se encontra endividado e quer ficar quite com a praça, negociar é a alternativa mais indicada, pois além de sair do vermelho, limpa seu nome e a operadora do cartão têm mais chances de receber o que precisa. Segue mais cinco passos para a negociação da dívida: 
Coloque as contas no papel 
Ligue para a central do cartão e pergunte qual o Custo Efetivo Total da dívida 
3º Negocie o valor total da dívida em prestações fixas 
4º Se a nova proposta não for aquilo que você espera, não aceite de primeira 
5º Se for vantajoso, troque a dívida cara por outra menor.

A Bahia do Rock - Alterado


A Bahia do Rock
Texto: Jéssica Dieder Corrêa

MAGLORE: As dificuldades e conquistas de uma banda de Rock na Bahia




Na terra de Ivete Sangalo, Claudia Leitte e Bell Marques imaginar que uma banda de rock faria sucesso e atrairia o público por onde fosse inclusive fora do estado era algo difícil de acreditar há alguns anos atrás. No entanto, o cenário vem mudando. Os baianos não escutam mais apenas o Axé. O gosto musical foi ampliado e na lista de gêneros musicais tem espaço também para o Rock.

É dentro desse contexto que surge a banda Maglore formada em meados de 2009 e que tem na sua composição atual Teago Oliveira (voz e guitarra); Nery Leal (baixo) e Felipe Dieder (bateria).O grupo de jovens músicos crescem no cenário do Rock/Pop. Em menos de cinco anos de carreira, já tem na bagagem um EP denominado “Cores do Vento”, lançado em 2009 e dois CDs. O “Veroz” do ano de 2011 e o mais recente fruto de uma produção independente “Vamos pra Rua”.

A trajetória já rende reconhecimento da crítica especializada e elogios de personalidades importantes do meio da música. “Raul Seixas, além de dono das bases mais bem arranjadas da MPB, poeta e cantor deixou um estilo a seguir. Encontro isso claramente no canto de Teago Oliveira. Maglore é jazz-rock-MPB. Junto com os ‘caçulas’ da música da Bahia, como a banda Memorize, BaianaSystem e outros, nos propõe uma nova gloria”, afirmou Carlinhos Brown.

O primeiro álbum do Maglore, “Veroz” foi considerado uma das revelações da música brasileira pelo jornal O Globo e entrou na lista de diversos blogs no mesmo ano, na categoria “Melhores do Ano”. Com mais de 300 shows realizados em todo o Brasil, a Maglore já dividiu o palco com nomes como Frejat, Marcelo Jeneci, Móveis Coloniais de Acaju, Wilson das Neves. Além de inúmeros artistas que já assistiram as apresentações do grupo a exemplo de Caetano Veloso.




O novo CD  “Vamos pra Rua” é a consolidação de uma banda que desde a sua criação participa dos principais festivais do circuito nacional, dentre eles o Festival de Verão Salvador, Festival Fora do Eixo e Conexão Ao Vivo. Com a participação do incentivador Carlinhos Brown e Wado.

 “Vamos pra Rua” conta com onze faixas que trazem músicas com temas do cotidiano, o amor e Salvador. “O convívio e os shows dos últimos dois anos nos deram outra visão do que e de como queríamos fazer um disco. Amadurecimento ao pensar os próprios arranjos de forma mais homogênea. As músicas estão mais enxutas’’ explica o vocalista Teago Oliveira.

A Bateria e os fãs (texto de apoio)





Um cara tranqüilo, apaixonado por música e focado em seus objetivos. Esse é Felipe Dieder, 32 anos, baterista da banda Maglore.

Por ser uma banda que ainda não tem um espaço na grande mídia, a divulgação do trabalho é feito através das redes sociais, e-mail e principalmente durante os shows.

A Maglore almeja ainda mais crescimento e sucesso para os próximos anos. Felipe se mostra otimista e faz planos para o futuro. “Continuar circulando cada vez mais pelo país em condições cada vez melhores e permanecer compondo e gravando disco” decreta. 

 “A vontade de fazer música existe em todos. Enquanto existir isso, estaremos bem. E sinto que temos isso” finaliza.

Mas na caminhada existem dificuldades a serem superadas. Para uma banda que ainda está iniciando elas são ainda maiores e requer muitos sacrifícios.

“Para quem não tem muito espaço na grande mídia, o trabalho é bem no corpo a corpo mesmo. Tem que circular muito, pelo país inteiro, com um show bem afiado. É nesse contato permanente com o publico e encarando a parte boa e a parte ruim da estrada (viagens cansativas, o desgaste dos nossos péssimos aeroportos, distancia da família e amigos) que o trabalho amadurece e o alcance das nossas musicas se amplia”relata Felipe Dieder.

A meta é no segundo semestre do ano já iniciar a gravação do terceiro CD da Maglore. Felipe acredita que o cenário musical baiano permite que uma banda de Rock tenha um público, apesar de reconhecer os obstáculos.

“Hoje, temos um cenário excelente, com possibilidades melhores de difusão do trabalho de circulação. O que acho bacana de uma geração mais recente foi ter aberto os olhos para referencias mais amplas da musica baiana e não se ater apenas ao rock clássico. Hoje temos muita mistura brasileira, por exemplo. Isso é o que vejo de mais interessante" explica.

E é justamente essa nova geração que acompanha a Maglore. A psicóloga Patrícia Dalmas (33) e a estudante de engenharia Isadora Ortins (21) são alguns de muitos fãs que o grupo conquistou em pouco tempo.

“Conheci a Maglore ouvindo um CD deles e me apaixonei pela banda de primeira. Depois fui ao show deles em Salvador e sempre que posso estou presente” conta Dalmas que faz questão de enaltecer o estilo musical praticado pela Banda Maglore.

“Curto a banda pelo estilo de música, as letras, os músicos são de uma qualidade ímpar. Todas as composições são autorais, é um som inteligente”.

“Para mim é a melhor banda que surgiu nos últimos anos” destaca. 

Só não pergunte a Patrícia qual sua música preferida. Quando o papo é música, fã que é fã tem várias opções. “Essa é uma pergunta difícil. Fico empolgada escutando todas”, finaliza.

Já Isadora, é direta quando o assunto são os motivos que fazem ser fã do Maglore. “Gosto da Maglore, pois é uma das poucas bandas legais do Rock da Bahia”.

Sempre que o grupo realiza apresentações em Salvador, Isadora está presente. É com o carinho de Patrícia, Isadora e muitos outros fãs que a Maglore segue sua trilha de sucesso, fazendo da Bahia do Axé uma terra com espaço para o Rock.

Marcola e seus "Soldados"


Curso: Jornalismo

Aluna: Adriana Leão

Turma: I

 

Marcola e seus "soldados"

 

O Brasil está entre os 20 países mais violentos do planeta, vivemos presos, trancafiados em nossas casas, com medo de tudo e de todos, saímos sem saber se voltamos. Antigamente, quando se ouvia falar em violência, era algo muito distante de nossas vistas, era apenas na televisão um caso ou outro, de repente, a violência chegou a nossos vizinhos, nossas famílias enfim, em nossas vidas diretamente. O quê mudou? Por que tanta violência? Será que tem solução? São tantas perguntas e, sinceramente, as respostas são assustadoras.

Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, traficante do Rio de Janeiro, que atualmente está preso deu uma entrevista ao Jornal O Globo, onde ele diz que não ha solução, pois não conhecemos de fato o problema. Ele diz que não é apenas parte do PCC, ele é mais que isso, ele é o sinal de novos tempos. Antes, ele era invisível porque era pobre, da favela e o governo não se importava. Agora ele está rico com a "multinacional do pó". E nós estamos morrendo de medo... "nós somos o início tardio de vossa consciência social", "sou culto, leio Dante na prisão". 

Marcola: “Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar... Mas eu posso mandar matar vocês lá fora... Nós somos homens-bomba... Estamos no centro do insolúvel, mesmo... Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração... A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala”.

"Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em "seja marginal, seja herói"? Pois é; chegamos, somos nós! Ha, ha... vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivando na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Estamos diante de uma pós-miséria. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia. Meus comandados são uma mutação de espécie social, são fungos de um grande erro sujo".

Ao ver essas declarações, o que esperar dessa sociedade? Quem tem culpa? Será mesmo que o fato de não ter dinheiro, lhe dar o direito de roubar e matar colocando a culpa na pobreza?  Como podemos resolver essas questões se os próprios governantes deixam a desejar em vários aspectos sociais?

Por que nossos governantes não se importam com a violência? Por que a população é quem sempre paga? Até quando vamos sofrer a dor de perder pessoas queridas? O tráfico de drogas gera violência e está matando pessoas de bem, crianças, dilacerando as famílias, causando dor e sofrimento. Até quando vamos viver assim? Num país onde o que fala mais alto, é o dinheiro e o poder e não os valores que um dia nos foi passado e ha muito já se foi esquecido.

O que se esperar de um futuro? Será que ele existe? Viver cada dia sem saber se o amanhã chegará. A violência aflige toda a população, as pessoas vivem com medo de sair de suas casas, são assaltadas e muita vezes assassinadas sem nenhuma explicação, assim, gratuitamente.

Salvador foi considerada a terceira Capital mais violenta do País, no dia 13 de fevereiro de 2014, o traficante Tiago Guimarães Pinto conhecido como Titanic, foi morto numa operação da Polícia Militar, o Major Saulo Roberto comandante das Rondas Especiais da Polícia Militar disse que o negócio do Titanic era matar, matava a sangue frio em plena luz do dia, por isso seu apelido era Titanic. Ainda segundo o Major, a facção na qual Titanic fazia parte e comandava o bairro de Cosme de Farias, age no presídio e já está escolhendo alguém para ficar em seu lugar.

Alissa Magalhães
Jornalismo T1.1


Manifestações pacíficas perdem força para a desordem

Se já não fosse o bastante os infiltrados nos protestos pacíficos causarem danos e depredação nas cidades em poucos meses da explosão dos movimentos, agora eles se organizam em diversos grupos na internet para “organizar” a agenda das próximas invasões.

Os Black Blocs, principal grupo de manobra de fundo anarquista formada por seguidores da esquerda política que protestam nas ruas com o objetivo de desafiar forças de ordem, estão ganhando mais força e mais seguidores pelo Brasil. Muitos danos aos centros de grandes cidades brasileiras já foram causados por conta da ação deles. E não para por aí.

Mortes já foram causadas como a do cinegrafista Santiago Andrade que foi atingido por um rojão na cabeça que foi acendido por Caio Silva de Souza, membro dos Black Blocs, enquanto cobria um protesto no centro do Rio de Janeiro. Em última entrevista concedida, Caio afirma que os partidos de esquerda PSOL e PSTU financiam os manifestantes não-pacíficos. Os partidos negaram as informações. 

Após a morte de Santiago, outro jornalista foi morto enquanto fazia a cobertura de uma manifestação no sul do país, Pedro Palma no dia 13.

Em busca pelas redes sociais é possível encontrar os jovens que fazem parte das manifestações pacíficas organizando novas datas para futuros protestos que voltam a questionar os gastos abusivos com a Copa, a falta de infraestrutura na saúde e educação no Brasil e o alto custo de impostos a que os brasileiros são cobrados. 

Quando perguntado a alguns deles sobre o que acham a respeito dos grupos como os Black Blocs, as respostas são unânimes: Não concordam com os infiltrados, pois são eles que motivam o comportamento agressivo da polícia e do exército.


Quando questionados sobre o que já presenciaram a respeito dessas pessoas que provocam confusões e a desorganização dos protestos pacíficos, eles lamentam por já terem presenciado muita violência e respondem com outra pergunta: Se esses grupos de afinidades ganham dinheiro para depredar o patrimônio público e causar a morte de pessoas através das forças políticas, será que ainda temos chances de vermos políticos que façam o melhor pelo Brasil?